Autor: Rafael Testa

  • Oportunidade: privilégio ou construção coletiva? | Mariana Janeiro

    Oportunidade: privilégio ou construção coletiva? | Mariana Janeiro

    Algumas pessoas nascem diante de portas abertas; outras sequer sabem que essas portas existem. Nesta palestra, Mariana Janeiro parte da própria trajetória para refletir sobre acesso, desigualdade e as chaves — materiais, afetivas e simbólicas — que determinam quem pode entrar, permanecer e abrir caminho para outras pessoas.

    Especialista em Comunicação, Filosofia e Semiótica, Mariana Janeiro atua na mobilização de redes de apoio e à construção de políticas públicas para meninas e mulheres, especialmente no fortalecimento de respostas coletivas de acolhimento, proteção e trabalho em rede. Fundadora da Rede Valentes e da frente feminista “Quem Calou Petronilha?”, e secretária-geral do subcomitê da Juventude Negra do Fórum Permanente de Pessoas Afrodescendentes da ONU.

  • O que nos torna humanos? O que a IA não pode substituir | Ethel Panitsa Beluzzi

    O que nos torna humanos? O que a IA não pode substituir | Ethel Panitsa Beluzzi

    A inteligência artificial, por meio dos modelos de linguagem, passou a conversar conosco de um modo cada vez mais convincente — mas o que há por trás dessa semelhança? Nesta palestra, Ethel Panitsa Beluzzi propõe uma reflexão sobre linguagem, viés, pensamento e aquilo que continua sendo profundamente humano.

    Especialista em Ciência de Dados e Analytics, Ethel atua no desenvolvimento de soluções em inteligência artificial, especialmente com modelos de linguagem. Com formação em Filosofia e doutorado em Linguística Aplicada, sua trajetória aproxima reflexão conceitual e domínio técnico para pensar linguagem e nossa compreensão do mundo no contexto das tecnologias que criamos.

  • Mulheres na construção civil: quando um ofício abre caminhos | Miriam Müller

    Mulheres na construção civil: quando um ofício abre caminhos | Miriam Müller

    Uma camada de tinta pode ser também uma camada de liberdade. Nesta palestra, Miriam Müller mostra como aprender um ofício pode significar autonomia, permanência e a chance de abrir portas para outras mulheres.

    Idealizadora do projeto Mulheres Pintoras do Brasil, Miriam Müller capacita mulheres, inclusive em situação de vulnerabilidade, por meio da formação em pintura. Sua atuação evidencia como o trabalho pode representar recomeço e independência, além de responder à demanda de mulheres que buscam profissionais com quem se sintam mais seguras em ambientes domésticos.

  • “Deus me deu uma mãozinha” — uma deficiência não define o destino | Leandra Maia

    “Deus me deu uma mãozinha” — uma deficiência não define o destino | Leandra Maia

    Que marca você quer deixar no mundo? Nesta palestra, Leandra Maia parte de sua própria trajetória para refletir sobre preconceito, coragem e a decisão de avançar para além dos falsos limites que os outros impõem.

    Psicóloga, pedagoga, empresária da área da educação e mantenedora do Colégio Elíseos, Leandra Maia tem atuação ligada à formação de pessoas, à gestão educacional e à liderança. Destacou-se também por se tornar a primeira mulher a presidir a Associação Comercial e Empresarial de Jundiaí, conciliando ao longo dos anos os desafios da vida profissional e familiar.

  • Meu cabelo mudou minha vida | Kátia Teófilo

    Meu cabelo mudou minha vida | Kátia Teófilo

    O que parece apenas estética pode esconder uma questão mais profunda. Nesta palestra, Kátia Teófilo parte de sua relação com o próprio cabelo para refletir sobre identidade, pertencimento e como o reconhecimento de si pode transformar uma vida. Empreendedora, especialista em cabelos crespos e cacheados e fundadora do Império dos Cachos.

    Após mais de dez anos como funcionária pública, Kátia Teófilo viveu um ponto de virada ao se reconhecer como empresária e compreender que seu trabalho, para além da estética, poderia abrir caminhos de autoestima, identidade e autonomia para outras mulheres, formando novas profissionais e ampliando o acesso ao conhecimento e às oportunidades na área da beleza.

  • Administrando o invisível | Ana Oliva

    Administrando o invisível | Ana Oliva

    Nem tudo o que sustenta uma liderança aparece em planilhas. Nesta palestra, Ana Oliva mostra que, em tempos difíceis, decidir bem exige lidar com o invisível: a pressão, a incerteza e, acima de tudo, a própria mente.

    Formada em Administração de Empresas, Ana Oliva atua há mais de 25 anos no mundo dos negócios. Presidente do conselho da Astra, diretora da Japi, sócia da F A Oliva, presidente do conselho consultivo da Finamax e diretora-presidente do Instituto Oliva, sua atuação reúne liderança empresarial, inovação e governança em diálogo com uma forte relação com o esporte, com destaque para participações em provas de Ironman. Em 2024, esteve entre as 16 mulheres líderes destacadas pela Forbes por sua atuação e por impulsionar o protagonismo feminino.

  • A semente que dorme: Wagner Nacarato e o legado que segue em cena

    A semente que dorme: Wagner Nacarato e o legado que segue em cena

    Na manhã de ontem nos despedimos de Wagner Nacarato. Diretor teatral, ator, professor e gestor cultural, ele compreendia como ninguém o papel transformador da arte.

    Em 2024, no palco do TEDxJundiaí 2024, sob o tema Olhares, Wagner nos convidou a enxergar a vida – e a nós mesmos – a partir da arte. Ao usar a jornada do herói (narrativa popularizada por Joseph Campbell) como moldura poética para recontar o próprio caminho, Wagner falou sobre luz.

    Onde há foco, há também sombra; onde há sombra, há também movimento. Em 2020, pela primeira vez em 35 anos de docência no Colégio Divina Providência, aulas e ensaios com seus alunos precisaram parar por causa da pandemia. Para ele, foi mais do que uma interrupção de agenda: foi uma crise existencial, pois o teatro era, para si, pulso de vida.

    O gramado da sua casa tornou-se, então, o primeiro gesto de recomeço: caminhar para não paralisar. Caminhar para elaborar. Caminhar para atravessar.

    Em 2021, a dor no quadril o obrigou a parar. E ali veio sua virada narrativa: a descoberta da metástase do câncer que enfrentava desde 2009, quando, à época, os médicos lhe deram apenas dois anos de vida. “Mas consegui viver 15… os médicos já desistiram de mim”, contou com humor, sem perder a leveza.

    Longe de fazer da doença o centro do palco, Wagner recorreu às artes para continuar sendo criador em outro formato: recortes, colagens de imagens e, sobretudo, literatura. Nesse recorte de lembranças, reencontrou o jovem Wagner, que partiu para sua própria jornada cheio de sonhos. Cabelos ruivos, inquietação e coragem de começar sem roteiro pronto, como ele mesmo descreve.

    “Quando eu olhei para esse jovem, de 24, 25, ele dizia para mim: eu sonho! Eu tenho sonhos! Eu vou realizar coisas bonitas.”

    Ele nos contou que o jovem de partida jamais imaginaria ser diretor do Teatro Polytheama e, um dia, compartilhar ideias e programar sonhos em forma de espetáculo, ocupando também aquele mesmo palco em que, no TEDx, falava da própria jornada – quase como um ciclo que se reencontra. O teatro como lugar de nascimento de pontos de vista; a cidade como lar expandido; e o retorno como gesto de partilha.

    Ao final de sua fala, ele leu um trecho da canção Melhor de Mim, da artista Mariza (hino de esperança e busca por autoconhecimento, mesmo diante das dificuldades e das sombras do presente):

    “Sei que o melhor de mim está por chegar.”

    E quando falamos do melhor dele, falamos do que ficou: pessoas formadas por suas escolhas de espetáculos, textos e encontros… e plateias que aprenderam a reconhecer sua própria voz interior no intervalo da cena.

    Este texto é um abraço em palavras, um registro de gratidão a quem fez do teatro um lugar de encontro e recomeço.

    Rafael Testa & Tainan Franco

  • Precisamos falar sobre a morte | Andreas Kisser

    Precisamos falar sobre a morte | Andreas Kisser

    Andreas Kisser compartilha uma reflexão íntima sobre cuidados paliativos e dignidade no fim da vida. A inspiração vem de sua vivência pessoal: ao acompanhar a luta de sua esposa, Patrícia, contra o câncer, deparou-se com os desafios enfrentados por pacientes em situação terminal. Dessa experiência nasceu o “Mãetrícia”, movimento criado em sua memória, que transformou luto em luta. Além disso, Andreas é membro fundador do “Eu Decido”, iniciativa que defende o direito de cada pessoa fazer escolhas conscientes sobre seus cuidados no fim da vida. A morte é um fato natural, mas no Brasil morrer com dignidade ainda é um privilégio. Enquanto muitos encaram a doença como castigo e a morte como fracasso, Patrícia e a família Perissinotto Kisser nos lembram que a vida se completa na morte – e que a verdadeira imortalidade está em espalhar sementes de amor e cuidado no mundo.

    Andreas Kisser é músico, compositor e guitarrista reconhecido internacionalmente pelo Sepultura e outros projetos musicais. Nos últimos anos, tem usado sua visibilidade para ampliar a discussão sobre cuidados paliativos e dignidade no fim da vida, unindo sua trajetória pessoal ao desejo de abrir espaço para temas essenciais na sociedade.

  • Educomunicação: o aluno como protagonista | Felipe Schadt

    Educomunicação: o aluno como protagonista | Felipe Schadt

    Felipe Schadt apresenta a Educomunicação como um caminho para superar o modelo tradicional em que o aluno apenas recebe conteúdos e colocá-lo no centro do processo educativo. Ao transformar a sala de aula em espaço de produção — seja por meio de rádios, jornais ou podcasts — a comunicação se torna ferramenta de protagonismo, senso crítico e participação ativa.

    Felipe Schadt é jornalista, professor e educomunicador. Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, atua na intersecção entre comunicação, educação e cultura, explorando diferentes formas de expressão: das salas de aula a projetos culturais, colunas em jornais e iniciativas em mídias digitais.

  • Precisamos aprender a escutar | Patrícia Galante

    Precisamos aprender a escutar | Patrícia Galante

    Patrícia Galante mostra que escutar vai além de uma técnica terapêutica: é um gesto de presença, acolhimento e suspensão de julgamentos. Ao compartilhar sua experiência clínica, revela como a escuta atenta pode transformar relações e devolver profundidade ao encontro humano.

    Patrícia Galante é psicóloga especializada em Clínica Fenomenológica-Existencial, com mais de 20 anos de experiência. Atua na promoção de espaços de escuta e reflexão, voltados a compreender a singularidade e a complexidade da experiência humana.